Diário

27/11/2014 - 21:00 | Postado por:
51 – Mochilando pela Europa 27/11/2014
Em Istambul - O "melhor restaurante do mundo" - para nós!

Em Istambul – O “melhor restaurante do mundo” – para nós!

Depois de seis meses perambulando sozinho pela África, era chegada a hora de ir encontrar a Rosiane, e mochilar juntos pela Europa durante 60 dias, a partir do dia 16/09. Nossa volta ao Brasil estava programada para o dia 15/11, partindo de Istambul-Turquia. Como havia comprado minha passagem em Fevereiro e a Rosiane em Agosto, tivemos algum trabalho extra para conseguir ajustar datas e locais para possibilitar a volta juntos no mesmo vôo.  Era necessário que a chegada e partida fosse no mesmo aeroporto. Eu havia voado da África para a Noruega e para encontrá-la, seria melhor e mais barato que fosse em Portugal ou Espanha e não em Istambul. Tudo conferido e roteiro bem discutido e detalhado, escolhemos a Espanha para o encontro. Voei de Stavanger-Noruega para Madrid no dia 14/09 e ela saiu do Brasil dia 15, cedinho, com chegada em Istambul à noite. Não tendo vôo para Madrid na mesma noite, a solução foi que ela dormiria no aeroporto. Tendo chegado em Madrid à noite, também resolvi dormir no aeroporto para economizar hotel, além da ida e volta ao centro, e também se solidarizar, sentindo o mesmo “conforto”. Amar é dormir juntos, em aeroportos diferentes.

Foi mesmo muito bom ficar na porta de chegada dos passageiros para esperá-la. Todas as vezes que chego num país diferente, na saída vejo dezenas de pessoas esperando pelos viajantes. Sempre desejei que em cada lugar houvesse um rosto conhecido me esperando, com um sorriso, ou mesmo apenas uma plaquinha com o nome. Parece dar uma sensação de alívio, carinho, apoio. Basta ter um conhecido na chegada e, tudo está resolvido. Caso contrário, a partir do portão de saída começam uma série de cuidados e preocupações. Moeda, idioma, costumes, trajetos desconhecidos, e parece que qualquer pessoa que se aproxime pode ser mais um problema. Agora era minha vez de estar ali e poder passar toda essa deliciosa sensação para alguém que amo.

E lá veio ela, linda, maravilhosa, com seu “kit mochilinha/mochilão” – a maior, com as roupas, nas costas, e a menor com a “quinquilharia” no peito. Apesar do peso, parecia saltitante, sorridente e feliz, como quem acaba de vencer uma dura e longa batalha. E que batalha!! Pouquíssimos sabem da sua luta diária e de cada minuto passado para poder conseguir estar aqui. Nos seus olhos percebo a alegria da vitória de uma guerreira incansável. Mesmo sabendo que aqui é apenas uma pausa. Afinal a vida é assim mesmo! E aprendi com ela a valorizar e vivenciar cada momento sem achar bom ou ruim. O comentário recorrente, sempre foi – “É o que tem pra hoje!!!!”

O Que Tem Pra Hoje!

Heheee…. e o Que Tem Pra Hoje é o sonho de muita gente!! Nos sentimos realmente privilegiados de poder estarmos aqui e viver tudo isso juntos. Perambular pelas ruas do centro de Madrid, procurando nosso hostel, passando por museus, praças, teatros e restaurantes. Compartilhando o espaço das ruelas com centenas de turistas, passando entre as mesas nas calçadas, degustando o momento. Nem nos dávamos conta que estávamos carregados de mochilas, e cansados pela horas e horas de viagens, seguidas por uma noite “bem dormida” entre o chão e as cadeiras de aeroportos. E ainda não parávamos de pensar que “o que tem pra hoje”, e para os próximos dias é apenas e tão somente isso. Todos os dias!!

Perambulando pela Europa

Essa parte de descrever o roteiro, nesse Post, nem parece tão importante, face a felicidade que sentíamos de poder simplesmente estar ali. Mas, afinal vale como lembrança de cada um dos lugares maravilhosos  que conhecemos. Isso porque sempre pensamos que qualquer lugar pode ser maravilhoso, mas se nos não estivermos bem e felizes, o céu se fecha, o sol se apaga, o sorriso some e a voz se cala.

Após nosso primeiro “choque” de Europa em Madrid, seguimos para Lisboa. Esta foi muito além das expectativas. Nosso hostel ficava bem encima de um café, com mesas na calçada. A mesa mais disputada era uma com a estátua do Fernando Pessoa. Dos poetas é o que mais admiramos. Sua poesia inspira a “viajar” de qualquer jeito, sem dinheiro, sem tempo, sem conforto, afinal, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”!!

De Lisboa seguimos para Sevilha, que também foi uma grata surpresa. Bom era tomar café da manhã, e depois comer “paella”, todos os dias numa mesinha de calçada pertinho do hostel. Na rodoviária, a caminho de Tanger, encontramos uma brasileira, com dois filhos, recém chegada do Marrocos, de onde fugira, após “anos e anos sendo maltratada pelo marido”. Iria recomeçar a vida, nem que fosse “lavando chão”. Há tempos atrás, viera do Brasil com o sonho de uma vida de sonho. Casou-se com um “sultão”, e passou a sofrer. Falou-nos de sua vida de rainha e de seus castigos, quando desobedecia o marido. Lavar as 80 janelas da mansão. Além de conviver com as outras esposas.

De Sevilha, seguimos para Tanger, pegar o Ferry para o Marrocos, objeto do último Post.

Do Marrocos voltamos para a Espanha, Barcelona, onde encontramos a Jéssica, “quase da família”, e que eu particularmente admiro muito. Rodamos juntos um dia inteiro, flanando por lugares famosos, eu e a Rosiane com a câmera, e ela com o skate, até o finalzinho da tarde, sentados num banco, na beira da praia, tomando uma cervejinha. Perfeito!!!

De Barcelona voamos para Roma. E nos encantamos com tudo. Tudo o que apenas conhecíamos em filme, revistas e jornais. É indescritivel a sensação de estar no meio de uma multidão de turistas na Praça São Pedro. É um lugar de uma energia muito marcante, além da beleza. Ali tivemos um encontro com a Mônica Petrochelli. Uma argentina que estava no mesmo hostel e a procura de alguém para desafogar a vontade de falar  e espalhar sua alegria de viajante. De cara sentimos uma empatia muito grande, vontade de saber mais e mais de nossos momentos, e como o dia já estava comprometido, combinamos de nos encontrar em algum lugar de Roma, um “restaurantinho caseiro” que ela disse ser famoso, próximo ao Vaticano, no dia seguinte. Ao amanhecer saímos bem cedo para poder aproveitar o máximo e, perambulando por horas em meio a multidão próximo ao Vaticano,  eu e a Rosiane nem nos demos conta do horário marcado para o encontro, e também nem fazíamos ideia de onde seria o tal lugar. Eram exatamente 12 horas quando, seguindo o fluxo, enxergamos um “barzinho”, bonitinho, com umas mesas na calçada. E lá estava ela, a Mônica, sentada a nossa espera. Existem conexões melhores que a internet!!!

Próxima parada, Milão! Para curtir como anda a moda no mundo. Na estação de trem, enfrentando uma fila enorme para pedir informações, conhecemos uma brasileira, a Paula Stefania. Tomamos café juntos, até meio-dia! Depois desfilamos pelo “quadrilátero da moda”, o lugar mais famoso do mundo, quando se fala nas roupas mais extravagantes e caras que alguém pode sonhar. Futilidades a parte, ali encontramos o melhor “tocador de garrafas” do mundo. O cara tinha uma bancada de garrafas de vários tamanhos e cores, e, com uma varinha executava músicas clássicas com uma perfeição  inimaginável. A platéia simplesmente ficava em transe. Nos deliciamos ouvindo e apreciando a capacidade do ser humano de se maravilhar com tão pouco. As vezes o pouco é infinitamente satisfatório.

De Milão para Veneza. Que beleza!!  Estar ali é fazer parte, não só de nossos sonhos mas o de milhares de pessoas. Um lugar perfeito para lua-de-mel. Todos os dias saíamos cedinho e ficávamos circulando pelas ruelas, ouvindo os músicos nas gôndolas, tocando e cantando suas músicas de amor para os apaixonados pelo romantismo. Parávamos em cima das pontes e ficávamos a esperar pelo desfile. Como não se encantar olhando a expressão das pessoas, com os olhos sorrindo. E à noite tudo ficava muito mais lindo e romântico. Na hora da fome, escolhemos um lugar na beira do “Grande Canal” e saboreamos uma autêntica “pizza”. Daquelas que quando se começa a comer, já da vontade de chamar o garçom e mandar preparar outra. Não chamei, mas no dia seguinte, ali estávamos de novo!!

É muito bom estar em Veneza, e ruim é ter que sair de Veneza! Mas Paris era um dos lugares mais esperados. E lá fomos nós. De trem noturno! Numa cabine com seis camas, nós e mais quatro árabes e marroquinos. Naquele trem a língua árabe predominava, e olhando para as pessoas parecia que todos eram terroristas. Logo no início da viagem o responsável pelo vagão veio coletar nossos passaportes para o necessário visto. No meio da noite o trem parou em um lugar qualquer. Silêncio total até entrarem policiais aos berros. Estavam procurando por pessoas que não haviam entregue os passaportes. Foram localizados no nosso vagão. Não tinham nenhum documento e nem haviam comprado passagem. Foram tirados a força. E voltamos a dormir, marroquinos, árabes e brasileiros.

Antes de falar sobre Paris uma breve história. Na nossa passagem pelo Marrocos, no hostel de Marrakech, estávamos muito bem acomodados. No hall de entrada estilo marroquino, os perfumes orientais deixavam o ambiente  com aquela aura de mistério, compondo um cenário de filme. Uma pequena piscina, umas mesas com flores e  candelabros coloridos. Resolvemos colocar uma musiquinha oriental pra complementar. O gerente nos emprestou  um notebook para colocar o “pen-drive” com as músicas. Ainda durante a primeira música, se aproximou uma mulher e perguntou se podia usar o computador para mandar um e-mail. Respondemos que sim. Ela simplesmente sacou o “pen-drive” e passou a usar o aparelho. Em dois minutos foi-se, deixando-nos sem o nosso “sonzinho”. Nos entreolhamos e levantei para providenciar nossa musica novamente. E, mais dois minutos e, a mulher voltou:

- “Hei, posso mandar outro e-mail”?                                                                                                                                    E tirou nossa alegria de novo. Sem saber se era implicância ou ignorância, ou tudo junto, resolvemos abdicar de nossa vontade.                                                                                                                                                                Logo em seguida o gerente nos abordou perguntando se queríamos desfrutar de um jantar no terraço, saboreando a típica comida marroquina, um delicioso “couscous”. Nos pareceu uma boa oportunidade para alimentar o romantismo e aceitamos sem pestanejar.  À noitinha, nos preparamos para nossa íntima ceia a dois e, na hora marcada subimos para o terraço. E lá estava nossa mesa reservada. Mas havia mais uma mesa ao lado, grande, onde uma família de argentinos celebrava ruidosamente sua viagem ao Marrocos. Na nossa mesa, nem as velas! E ali, por causa da religião, não se pode tomar nenhuma bebida alcoólica, nem Vinho! Mas nada iria quebrar nossa vontade e espírito de jantar romântico a dois. Bastava nos concentrar em nós mesmos.                                               E começaram a vir os pratos. E Chegaram mais pessoas para jantar! A tal mulher do e-mail e sua filha. Procuraram lugar para sentar e não acharam, por causa dos numerosos argentinos. E vieram até nossa mesa!

- “Hei a gente não tem lugar, será que podemos nos sentar aqui com vocês?”                                                              - Ohh!! ….errrrrrr ….. Simmm. Como não! Sentem-se por favor!!!

Fazer o quê!? “É o que tem pra hoje”!!!!                                                                                                                         E foi assim que incluímos a Soraia e a Selma no nosso jantarzinho. Após as apresentações, soubemos que elas eram argelinas, mas moravam em Paris. E a conversa começou a tomar bons rumos. Em minutos já falávamos alegremente sobre planos de viagem, sobre Brasil, filhos, e sobre o prazer de saborear vinhos. E também, sobre a nossa ignorância em mandar emails, usando notebooks desconhecidos, e coisas afins. Aos poucos fomos descobrindo, mais e mais das pessoas maravilhosas que estavam ali ao nosso lado. Falaram de sua paixão pelo Brasil, e que planejam vir para cá no próximo ano. E ficaram sabendo que iríamos para Paris no dia seguinte. Pronto, era o que faltava. Fizeram questão que ficássemos na casa delas. Para nós a proposta caiu do céu. Não tínhamos marcado nenhum hostel, simplesmente pelo fato de todos serem muito caros, além de muito longe do centro. Estávamos aguardando até a última hora, pra ver se aparecia alguma alma viva e se compadecesse de nossa situação. E apareceu!!                                                                                                                                            E Paris foi uma maravilha! Não só pela Torre Eiffel, pelo Louvre, pela visita ao  lugar onde morava o Victor Hugo, pai de Jean Valjean e Cosette, mas pelos momentos que passamos juntos na casa da Soraia e da Selma. Tomara que possamos retribuir aqui no Brasil.                                                                                                                               Em Paris ainda, aconteceu algo incrível. Na nossa visita à Torre Eiffel tiramos muitas fotos. E foi preciso trocar a bateria da câmera. À noite, no hostel fui descarregar as fotos para o PC e percebi que havia perdido a tampa do compartimento de bateria da maquina. Procurei nos possíveis lugares onde podia ter caído. Revirei a mochila e nada. Ficamos a pensar onde poderia ter perdido a tal tampa e como fazer para, a partir de agora, não acabar por perder a bateria. Decidimos que no dia seguinte iríamos a uma das lojas da Nikon que localizamos na internet. Em alguma delas acharíamos nossa tampa. Cedinho saímos e gastamos boa parte do dia indo de loja em loja, usando o metrô e caminhando muito. Mas, nada conseguimos. Ninguém tinha nada e naquelas que se dispuseram a conseguir, levaria mais de dez dias para a entrega. Saímos a caminhar e pensar. E tomamos a decisão de refazer o percurso do dia anterior. Afinal tínhamos alguma ideia do lugar onde trocamos a bateria. Se não tivesse sido ali, poderia ser em algum lugar nas proximidades da Torre Eiffel. Caminhamos muito. No lugar da troca não a encontramos tampouco. Mas seguimos conversando e muito confiantes. Já ia anoitecendo e a visão já estava cansada de ficar concentrada em pequenos objetos pretos do chão, quando olhei junto ao pé de uma árvore e ….. achei!!!! Vi ainda um pouco de longe, mas não tive dúvidas. Era ela. Pelo formato só podia ser. E era ela mesmo. Um pouco suja, mas em perfeito estado. Foi colocar e ouvir o “clic” fechando a bateria. Perfeito.  As vezes não nos damos conta de nossos poderes quando realmente queremos algo.

Um super amigo!!

De Paris para Londres. O melhor, mais rápido e barato foi via aérea. O único senão era que o aeroporto não era exatamente em Londres, mas numa cidadezinha da região metropolitana. E não era tão perto assim. Mais de 60 kilometros do aeroporto até  a cidade. Luton era o seu nome e ali estávamos em casa!!                                                                                                                                                                                                                                 Desde que comecei a “Volta ao Mundo”, com a Land Rover – Defender, em abril de 2012, conheci via internet, através dos Posts, um grande amigo, Joe Ambrosino. E desde aquela época já havíamos combinado que quando passasse pela Inglaterra, iria á sua casa. E era chegada a hora. Durante esses três anos fomos trocando mensagens e nos conhecendo um pouco melhor. Soube que ele trabalha como instrutor de Krav Maga, uma arte marcial, de origem israelense, que é reconhecida mundialmente pela sua efetividade. O praticante dessa arte deve colocar seu oponente fora de combate com o mínimo de golpes possível. É a forma de defesa mais eficaz e é usada pela maioria do grandes e melhores guarda-costas do mundo. E o Joe ensina todos eles. Sim, o seu Institute “Krav Maga UK” na Inglaterra, congrega em torno de 600 alunos ao redor do mundo. Os cursos tem aulas teóricas e práticas. Nas aulas práticas, os alunos chegam a usar armas verdadeiras, para simular ações reais. Curioso, fui assistir uma aula, e deu vontade de praticar a atividade, sabendo que aqui em Curitiba tem um instrutor, conhecido do Joe.                                                                                                                                                                             Chegando no aeroporto lá estava ele a nossa espera. Como é bom ter um amigo assim. Nos levou direto a um restaurante, no caminho, onde a sua esposa, a Marisa, uma mulher bonita e elegante, orgulhosamente sul-africana já estava nos aguardando. Nossas expectativas se confirmaram. A conversa parecia de velhos amigos e o “quase bom” inglês da Rosiane nem foi notado. Passamos ótimos dias, comendo strogonof feito por mim, e comida típica sul-africana feita pela Marisa, regado a vinho francês e chileno. Nas nossas andanças pelo mundo, percebemos que são muito poucas as mulheres que ainda sabem cozinhar bem e também gostam de fazê-lo. A Marisa é uma exceção.                                                                                                                                                                         Na casa do Joe outra boa surpresa foi conhecer o Enzo. Lembrei logo dos meus filhos. Quando eram pequenos, muito espertos, sempre que os via de longe, ficava admirando a vivacidade e a habilidade, e sempre pensava:

- “Se visse esses meninos na rua e não fossem meus filhos, iria ficar muito chateado”!!

Pois é, o Enzo realmente é daqueles meninos que dá vontade de que seja seu filho. Jogamos bola e brincamos de lutar até cansar. Todos os dias, quando voltava dos meus passeios em Londres, ficava triste de saber que o Enzo já estava dormindo. Desculpe aí Marisa pela bagunça!!                                                                                                      O tempo em Londres, todos os dias, era o famoso tempo de Londres. Chuva fina, frio e vento. Mas nada que nos impedisse de pegar o metrô e ficar dias inteiros admirando cada um daqueles lindos “cartões postais” como o Big-Ben, a London Eye e a London Bridge. Ainda arranjamos tempo para dar um pulinho até Cambridge, passear entre as milhares de bicicletas, dos estudantes do mundo todo, que ali vão para frequentar as famosas escolas, onde estudaram celebridades como Charles Darwin e outros tantos.

Da Inglaterra, após passagem pela Noruega, seguimos para a Grécia. Ficamos uns dias em Atenas para apreciar toda sua parte histórica, que acompanha nosso imaginário desde os primeiros anos de escola. Visitamos a Acrópolis com todas as suas edificações de cujos átrios surgiram idéias e leis que ainda hoje regem o mundo. Pena que a maioria dos prédios ainda estejam sob restauração. Passamos um dia inteiro tirando fotos e imaginando todo o complexo na sua época de pleno funcionamento. Nos outros dias demos voltas pela cidade, ainda com as marcas das recentes revoltas, causadas pela crise financeira que abalou o país e toda a zona do Euro. A Cidade parece suja e o povo sem ainda não recuperou sua auto estima.

Da Grécia seguimos para nossa última etapa da viagem. Istambul, de onde pegaríamos nosso vôo de volta pra casa.  Ficamos num ótimo hostel, bem no centro histórico e próximo do estreito de Bósforo, que divide a cidade entre a Europa e a Asia. Como alguns cartazes espalhados pelas ruas dizem, trata-se da “cidade mais inspiradora do mundo”. Imagine poder circular entre a Europa e  Ásia, bastando pegar um transporte urbano. Na parte asiática fomos a um restaurante para o nosso jantar particular de despedida da Europa. O encontramos por acaso. Mas ao final do jantar achamos ser simplesmente um dos restaurantes mais bem localizados do mundo. A vista é maravilhosa. E à noite fica inesquecível. Valeu a viagem, valeu a comida, valeu as tortas com o café. Valeu o momento!!!

Era o que tinha para esses 60 dias!!!

Desculpem por ter muitas fotos para visualizar. Mas a Europa é linda!!