O Veículo

08/03/2012 - 16:06 | Postado por:
O Veículo


O VEÍCULO

O veículo, Land Rover, modelo 130, foi adquirido dia 17/10/2011 na concessionária Euro Import, Curitiba. O vendedor, amigo jipeiro, Davi, ficou tão feliz quanto eu pela compra. Ali estava eu, com meus filhos, iniciando a realização de um sonho.

É com esse que eu vou!

Diogo, eu, Guilherme e Alexandre

Original e limpinha ...

Entre escolha do carro, documentação, cafezinhos e entrega fomos sempre muito bem atendidos por todos os funcionários.

Para testar o carro, fizemos uma pequena viagem a São Bento do Sul, visitar o Roy e a Michele, amigos que realizaram uma viagem de volta ao mundo entre 2007 e 2009, também com uma 130, já tendo escrito um livro relatando a expedição, a que denominaram “Mundo Por Terra” (informações no Site respectivo – livro nas Livrarias Curitiba).

Voltando a concessionária para sanar algumas dúvidas, novamente fomos muito bem recebidos e todas as nossas necessidades atendidas.

Veiculo testado, hora de levá-lo ao Valmir, o “Polaco”, mecânico artista, especializado na recuperação de veículos antigos. Não o conhecia até então. Foi uma indicação de outro amigo, o Iguaçu. Conversa vai, conversa vem, acertamos o valor do “serviço” – retirar a caçamba e confeccionar um habitáculo para dormir e comer durante a viagem. Previsão inicial de mão de obra, R$ 10.000,00, material R$ 5.000,00.

                                        

                                                                               Obras de arte do Polaco

Na semana seguinte a compra começou o trabalho. O Projeto já estava pronto há uns 2 anos. Quase todos os dias, após levar o Gui para a escola, lá ia eu tomar café na Padaria “Família Farinha”. Pedia “o de sempre” – vitamina de leite desnatado com banana e granola, um copo gigante de café com leite e pão francês com queijo branco e peito de peru . Enquanto esperava, embarcava na “Hellman’s Airlines” e ia rabiscando idéias no papel. Todo dia tinha uma modificação, fruto de conversas com amigos, consultas na internet e uma boa dose de inspiração. Até aí muito mais pira do que ação.  Tudo repassado ao Polaco, diariamente eu ia á oficina que fica a 20 km do centro de Curitiba, já no Município de Almirante Tamandaré.  Tirada a caçamba, logo começou a confecção da estrutura.

O prazo inicial para o término do serviço era de dois meses. Dezembro chegou e estávamos na metade do caminho. Nada a reclamar. Acompanhando o dia a dia, percebia-se que a “coisa” não era tão simples como pensávamos. Além disso, apesar de já saber do perfeccionismo do Polaco, não sabia que o cara era detalhista ao extremo. E isso muito me agradava. “Não vou fazer canto-vivo. É feio!” –  “Vou bolar uma guia para o chapéu subir alinhado!”

                                       

Iguaçu, eu e Valmir (Polaco). Viajando!                                                         Canto do teto feito no martelo!

Aos poucos tudo começou a tomar forma. E que forma! Parte do sonho já estava ali. Palpável. Dia 17 de março o carro ficou pronto. Fiquei na oficina até as 20:30 hrs. Saí devagarzinho, como se o levasse no colo para que não trepidasse nas imperfeições da estrada esburacada. Queria sentir como a Land se sentia com o peso extra nas “costas”.

Se tivesse pressa, dava prá jogar um colchão no chão e….partir! Calma!! Ainda tem um bom e longo caminho antes de me libertar da ansiedade. Muitos detalhes de acabamento. Dentre outros, os ajustes do teto. O baú fechado tem a altura da cabine do veículo. Aberto, com o teto levantado, mede 1,90m.

Além disso tudo, dia seguinte era chegado um dos momentos que desde o começo me preocupavam. Legalizar a modificação junto ao Detran. A Land 130 vem homologada com “caçamba aberta”. Agora teria que alterar a documentação para “caçamba fechada”. Isso implica em nova vistoria, inspeção por empresa credenciado junto ao Inmetro para verificar a adequação das alterações as leis que regulamentam o assunto, nova vistoria, e daí sim, se estiver tudo certo, emissão de nova documentação. E pagar por isso! R$ 565,00!

                                                          

Obra de arte do Lincoln e Maria

O vão entre a parte de baixo e o teto, quando aberto, é fechado por uma lona de PVC com janelas plásticas. As laterais da lona são ligados por um zíper para dar ajuste perfeito nos cantos. A execução dessa etapa foi obra do Lincoln e da Maria, mestres na arte de confeccionar toldos, barracas e tudo que se refere a campismo.

A etapa seguinte foi a otimização da parte elétrica. A Rally Som - www.rallysom.com.br/ – através do Vando já tinha se proposto a fazer as modificações com tamanha dedicação, que, segundo ele, seria como se estivesse fazendo um trabalho para ele próprio. Assim foi colocada uma segunda bateria, as luzes do baú e cabine todas em “led”, extensão externa também em led, conversor de energia, carregador de bateria para possibilitar usar a energia externa, 110/220 volts, várias tomadas 12 volts e entradas USB, bem como melhorias no equipamento de som. Durante a instalação, é de se destacar o ambiente de trabalho da empresa. Todos os funcionários transmitem a impressão de estar realmente vestindo a camisa. Na Land, em especial um agradecimento ao “Quatro Barras” e ao Pedro pela atenção e carinho.

Na Rally Som, também foram instalados os aparelhos Rastreadores cedidos gratuitamente pela Link Monitoramento que exigiu uma atenção especial com referência a chicotes e localização. Um trabalho digno dos muitos elogios recebidos de todos os amigos que já “inspecionaram” o carro.

No lugar do banco, 2ª bateria, carregador, inversor e sub. Equipe da Rally som.

Após a execução das alterações elétricas, foi a vez da colocação do guincho. A opção pelo fornecedor foi a mesma dos mais experientes jipeiros, a Ekron Industrial Ltda., fabricante de equipamentos e guinchos industriais. Da divisão Ekron Off Road, onde é fabricado o melhor guincho automotivo. O escolhido foi o guincho mecânico, por ser mais robusto e ter menos necessidade de manutenção. Ali também foi confeccionado um “para-choque de impulsão” com a dupla função de proteger a grade/radiador e como suporte para faróis auxiliares. Um trabalho artesanal muito bem executado pelos funcionários do setor.

                        

                                                     Guincho “topa tudo”. Autonomia e auxilio a terceiros.